Ao longo do tempo, a barba já foi objeto de grande admiração e também de rejeição. Conforme a época retratada, o povo e a região do planeta, o fato de ostentar pêlos no rosto podia ser uma demonstração de sabedoria, virilidade ou posição social. Mas também podia associar seu portador à falta de higiene e de refinamento.
Para alguns povos, o culto à barba sempre teve grande importância. Na visão dos judeus ortodoxos, por exemplo, a face possui alguns pontos considerados sagrados e, por este motivo, os homens não passam a lâmina no rosto. Os rabinos, sempre estudiosos, preservam a longa barba por sabedoria.
Nos anos 50, durante a revolução cubana, com as difíceis condições enfrentadas na ocasião, as barbas e os cabelos cresceram e tornaram-se uma espécie de identidade entre os guerrilheiros. Para um espião infiltrar-se na guerrilha, era preciso ter uma barba de no mínimo seis meses. A luta acabou, mas a barba foi conservada entre eles e transformou-se em símbolo de resistência do governo revolucionário – imagem que inspirou também, em outras partes do mundo, jovens desencantados com o poder.
No fim da 2ª Guerra Mundial, os homens cultivavam barba e bigode sempre bem aparados, cuidado que lhes dava aspecto de limpeza. O contraponto dessa imagem veio nos anos 60. O movimento hippie, que defendia o amor livre e contestava os valores sociais da época, estimulou o uso de barbas e cabelos compridos, numa evidente transgressão aos padrões de elegância vigentes.
A moda da vez
Hoje, é raro ver homens usando barbas longas. Com a onda dos metrossexuais, sempre vaidosos e preocupados com a aparência, parte da população masculina passou a visitar com frequência as clínicas de estética na busca de um visual perfeito.
Para se opor a essa tendência, outro estilo masculino vem ganhando espaço. É o dos retrossexuais (ou uberssexuais), que dispensam cuidados excessivos. Esses homens usam barba por fazer, resgatando a rusticidade masculina de forma controlada. Ambos os termos foram cunhados pelo colunista e escritor inglês Mark Simpson.
Barba bem feita ou por fazer, o fato é que o bigode está de volta. O que antes era uma característica de homens maduros, hoje aparece cada vez mais nos rostos dos mais jovens, que experimentam esse novo “look”.
Truques de uma barba perfeita
Os homens tiram de letra o ato de barbear-se diariamente. Mas alguns cuidados são essenciais para manter uma boa aparência, sem deixar a pele ressecada e os pêlos encravados. Veja alguns:
• Procure fazer a barba após o banho. Neste momento, o rosto está úmido; e a pele, macia.
• Lave o rosto com água morna para abrir os poros.
• Use lâminas novas para não provocar ferimentos.
• Passe a lâmina no sentido em que os pêlos crescem.
• Ao final, enxágüe com água fria para fechar os poros e não esfregue a toalha no rosto.
• Aplique a loção pós-barba, sem muito álcool para não ressecar a pele.



